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24 de janeiro: o dia que não terá fim

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, deverá confirmar a sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente petista Luís Inácio Lula da Silva. Lula foi condenado a nove anos e cinco meses de prisão. Pode pegar até mais.

O julgamento que ocorrerá no dia 24 de janeiro de 2018 promete ser uma batalha histórica que estará longe de ter um fim. Abrirá um abismo entre os grupos de esquerda que estarão perdidos entre a insistência com a candidatura de Lula e a possibilidade em lançar novos nomes. O conflito será inevitável entre eles.

A justiça irá retirar a peça principal do tabuleiro político e o resultado poderá ser algo inesperado. Sem Lula ou com Lula o Brasil vive um momento crítico e de incertezas que pode aprofundar ainda mais a crise econômica.

No MBD a articulação política é pelo fechamento de uma dobradinha com o PSDB que também está perdido e em busca de um nome. Doria e Alckmin não deslancham. O nome do senador mineiro Aécio Neves é quase proibido lá dentro. O partido do presidente Michel Temer está em coma devido as denúncias da Lava Jato.

O dia 24 de janeiro pode não ter fim!

Serra, Marina, Ciro, Collor, Aécio Neves e todos os outros que figuraram como oportunidade de mudança noutras eleições, de longe não aglutinam mais a mesma força junto o povo. São velhas e desgastadas no tabuleiro do jogo político.

Duas figuras flutuarão com muita força após os efeitos do dia 24 de janeiro: o grito por intervenção militar e a candidatura de Jair Bolsonaro.

O Brasil poderá fechar um ciclo de erros sucessivos que foram planejados, programados e executados pelos partidos políticos que saquearam os cofres públicos, impuseram altas taxas de impostos, faliram o próprio Estado e partidarizaram as Instituições.

O Dia 24 de janeiro poderá não ter nas 24 horas.

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