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A “jogada” que tirou Eduardo Cunha da jurisdição de Sérgio Moro

Pezão agiu rápido e de forma pensada, articulada para livrar Cunha

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), criou uma secretaria e nomeou na chefia uma aliada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso. Nesta segunda-feira (13), Solange Almeida (PMDB), que é ré na Operação Lava Jato, se tornou secretária de Apoio à Mulher e ao Idoso no Rio.

A nova secretária de Pezão diz estar tranquila para enfrentar o processo na Lava Jato de cabeça erguida. Pós-graduada em políticas públicas, garante que assumiu o desafio porque gosta muito da “parte social”.

Ela é ex-deputada federal e foi prefeita de Rio Bonito (RJ) até o ano passado, quando decidiu não concorrer à reeleição. Quase na mesma época da campanha, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra os dois. A peemedebista alega motivos pessoais para ter ficado de fora do pleito.

A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) diz que o texto assinado por ela tinha autoria “material e intelectual” de Cunha e foi feito para fazer pressão por novos pagamentos de propina.

Cunha foi denunciado sob a acusação de receber US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras, cuja fornecedora era a Samsung Heavy Industries Co. A empresa, segundo o MPF, parou de pagar comissões ao operador Júlio Camargo ao fim do contrato e, então, Solange Almeida fez requerimentos na Câmara Federal pedindo investigações sobre Camargo e a Samsung.

A grande jogada de Cunha

Pezão é fiel aos companheiros. Fechando os olhos para as dificuldades econômicas no Rio de Janeiro criou uma secretaria para abrigar a ré Solange Almeida trazendo o foro do processo onde Eduardo Cunha é parte junto com Solange para a Justiça do Rio de Janeiro.

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