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A “lista suja” de empresas envolvidas com trabalho escravo

As barreiras criadas pelo governo para impedir à fiscalização do trabalho tem um objetivo: proteger grandes marcas. São empresas que atuam no mercado com trabalho análogo à escravidão. Com lucros exorbitantes essas empresas agem reduzindo os custos com produção e colocando seus funcionários sob pesados regimes de trabalho.

O problema do Brasil não está na mão-de-obra e tampouco no empresariado, mas na máquina pública corrupta, cara e cheia de privilégios. Dessa forma o governo joga para se omitir e criar uma guerra entre patrões e empregados.

Confira algumas marcas que figuram na lista suja do Ministério do Trabalho.

1) Zara

A grande marca de roupas, com lojas no Brasil e no exterior, foi punida por trabalho escravo várias vezes. Há registros em 2011, 2014, 2015, 2017. Todas às vezes por manter linhas de produção de suas roupas sob um regime análogo à escravidão, chegando a ser multada em 5 milhões de reais. (fonte)

 

2) Apple, HP e Dell

Empresas de produtos eletrônicos têm seus aparelhos montados em uma fábrica chamada Foxconn. Na china, esta empresa mantém seus funcionários em condições de risco, como exposição à produtos químicos, e são obrigados a assinar um termo de “não-suicídio” no contrato de trabalho. (fonte)

 

3) Sadia e Perdigão

A empresa dona das marcas como Sadia, Perdigão, Batavo e Elegê, a Brasil Foods (BRF), foi condenada a pagar R$ 1 milhão de indenização por manter trabalhadores em condição análoga à escravidão em Iporã, interior do Paraná. (fonte)

 

4) Renner

A Renner, uma grande varejista de roupas com lojas por todo Brasil, foi responsabilizada por manter 37 costureiros bolivianos sob condição de trabalho escravo em São Paulo no ano de 2014. (fonte)


Condições em que viviam uma família boliviana na oficina clandestina (direita)

 

5) Coca-Cola

Dois centros de distribuição de produtos da Coca-Cola em Minas Gerais identificou 179 caminhoneiros e ajudantes trabalhando por jornadas exaustivas, chegando a fazer me média 80 horas extras semanais.(fonte)

Além disso foi acusada em investigação do The Independent de utilizar trabalho escravo em uma plantação de laranjas na Calábria, Itália, com imigrantes africanos.

 

6) M.Officer

Um casal boliviano foi encontrado produzindo peças da marca de roupas M.Officer no bairro de Bom Retiro, em São Paulo. Onde viviam e também trabalhavam era um lugar sem condições básicas nenhuma: não tinha cozinha, instalações elétricas irregulares e sem condições de higiene e limpeza. (fonte)

 

7)Victoria’s Secret

A menina Clarisse Kambire, de Burkina Faso, em entrevista a Bloomberg (aqui) , revelou ter sido forçada a plantar e a colher algodão sofrendo abuso físico. A única medida da empresa foi retirar o selo do comércio justo, “fair trade”, de suas marcas que deveriam em tese ser uma garantia contra a exploração dos trabalhadores.

 

8) Pernambucanas

A rede das Lojas Pernambucanas, conhecida por comercializar produtos eletrodomésticos, eletrônicos, roupas e artigos de casa, teve roupas de uma de suas coleções outono-inverno produzidas sob condição de trabalho escravo. Foram 16 bolivianos encontrados na Zona Norte de São Paulo. (fonte)

 

9) Marisa

A magazine de roupas Marisa se envolveu com trabalho escravo e foi denunciada duas vezes: em 2007 e 2010. A rede também utilizava mão de obra boliviana em regime análogo a escravidão na produção de suas peças. (fonte)

 

Todas as empresas foram contatadas para falar sobre o assunto. Resumindo: elas informaram que já tomaram as medidas e providências cabíveis para resolver cada situação.

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