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Adriana Ancelmo: MPF está no rastro da fatura

O Ministério Público Federal está adotando estratégia arriscada para fortalecer a força tarefa da Operação Lava Jato. O objetivo é emparedar o Supremo Tribunal Federal, por meio de alguns ministros que têm estreitas relações com integrantes da Orcrim.

Mas para entender essa história, é preciso voltar no tempo. Lá, quando a aliança entre Lula e Sérgio Cabral ficou mais firme do que nunca e culminou com a nomeação do ministro Luiz Fux para o Supremo em 03 de março de 2011 pela presidente Dilma. Naquela época a advogada Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, entrou em cena e foi peça decisiva na indicação de Fux para o STF.

Influência

Com ascendência sobre o marido e transitando com desenvoltura no Judiciário Carioca, Adriana impôs a Cabral o nome de Fux, tirando do páreo outros juristas que disputavam a vaga deixada por Eros Grau. Amiga da filha de Fux, Marianna, também advogada na época e hoje a mais jovem desembargadora do Tribunal do Rio de Janeiro, a mulher de Cabral, hoje presa pela Operação Lava Jato agarrou na ocasião um trunfo que poderia lhe render frutos num futuro próximo. O MPF acha que esse momento chegou com a controversa prisão domiciliar da mulher de Cabral, sob a justificativa de cuidar dos filhos.

De volta para a prisão

A Força Tarefa da Lava Jato quer levar Adriana Ancelmo de volta para o regime fechado. O argumento usado é de que a advogada movimentou contas bloqueadas pela Justiça enquanto estava na prisão. Com a mulher de Cabral presa, fica mais fácil do MPF conseguir que a advogada revele o nível da aproximação dela com família Fux.

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