,

Âncora da Jovem Pan desabafa

A Jovem Pan ganhou fama e audiência em São Paulo e noutros estados onde as ondas alcançam porém um episódio desagradável pode colocar em xeque a credibilidade do jornalismo da rádio.

O jornalista Paulo Pontes soltou um triste desabafo em sua rede social sobre a situação que a rádio se encontra.

Pontes e mais dois profissionais foram demitidos nessa semana. No caso de Paulo Pontes no dia que comemorava 21 anos de trabalho na Jovem Pan ele recebeu a notícia de sua demissão. O âncora do Pan News soltou o verbo e disse que “não vende sua alma”.

“Gente, parece incrível, mas ontem postei aqui que completava 21 anos de Jovem Pan. Agradeço a todos que curtiram e comentaram. Mas, ironia do destino, venho no dia seguinte comunicar a todos que meu ciclo na Jovem Pan terminou…”.

O desabafo de Paulo Pontes ainda foi mais longe, confira.

“Antônio A. Carvalho, o seu Tuta, foi um grande patrão e confiou em mim. Pois foi ele quem me colocou como titular do Jornal da Manhã em 13 de dezembro de 1999. Por 16 anos tive a honra de apresentar esse jornal. Mas com as mudanças na empresa, fui limado da bancada por não admitir o radicalismo que se impôs na linha editorial. Para mim, desde sempre, Lula, Aécio, Temer, Alckmin e milhares de outros se equivalem. Mas a lei [na rádio] era só criticar o PT e abafar o resto… Minha ética, meu compromisso com a verdade e com a condição apolítica não me permitiam vender a alma. Isso foi o início do meu fim na Jovem Pan”.

Nas considerações de Paulo Pontes ficou claro o recado sobre a influência dentro da emissora.

“Admiro toda a família do seu Tuta, exceção feita aos dois filhos, que, inclusive, são bloqueados em meu Face. A Jovem Pan não os merece…”

2 Comentários

Leave a Reply
  1. Demissão mais do que justa e merecida. Não cabe à qualquer “jornalista” fazer proselitismo politico à favor de A ou B e muito menos usar de sua influência perante os seus ouvintes para igualar os desiguais, como se todos os politicos fossem “farinha do mesmo saco”. Gosto do Augusto Nunes porque, aparentemente, adota a politica de dar voz à todo e qualquer politico ou personalidade pública, de qualquer partido ou ideologia, que convida para ser entrevistado no RODA VIVA. Não defendo nenhum politico em particular e muito menos qualquer partido mas, que cada um seja investigado e julgado pelos eventuais crimes cometidos. Levar a democracia representativa ao descrédito é uma tática totalitária que serve aos interesses aos partidos de “esquerda”, hoje carentes de votos para se manter no Poder. A propria admissão de que teria sido demitido por sua preferencia pelo PT, aparentemente incontestável, ja a justifica.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *