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Angola, Moçambique e Venezuela anunciam calote no BNDES

O rombo ficará descoberto no Tesouro Nacional

A Venezuela e Moçambique anunciaram que não terão dinheiro para saldar a dívida que os dois países possuem com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ambos foram beneficiados com empréstimos de US$ 2 bilhões para obras de infraestrutura que não saíram do papel até hoje.

Após os calotes de Venezuela e Moçambique, foi a vez de Angola informar ao governo brasileiro sua incapacidade financeira para honrar compromissos com o Brasil.

O Tesouro Nacional, a reserva de dinheiro do Brasil, ficará com o prejuízo. O dinheiro que o BNDES utilizou para fazer empréstimos de risco aos países beneficiados, foi tirado do Tesouro Nacional para dar “oxigênio” ao banco. Na época, os empréstimos foram criticados e apontados como operação de risco pela PGR. O governo ignorou o alerta.

No total o BNDES tem US$ 4,3 bilhões o equivalente a R$ 12 bilhões referentes ao calote da dívida que ficou para trás com os empréstimos.

No orçamento que está para ser votado na Câmara dos Deputados, neste ano, não há previsão de remanejamento de verba para cobrir o rombo. O Tesouro Nacional ficará descoberto até que a dívida com Venezuela, Angola e Moçambique seja negociada.

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