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Beija-Flor quer fazer crítica à corrupção? Logo a Beija-Flor

Escola aposta na memória curta do povo brasileiro

A escola de samba Beija-Flor entrou no sambódromo com o enredo crítico à corrupção numa forma de tentar tirar proveito do momento que o Brasil vive. O que a escola não explicou é que há três anos atrás ela usou de dinheiro da corrupção para apoiar um ditador.

O ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo que comanda a Guiné Equatorial, na África, com mão de ferro há 30 anos foi homenageada pela escola de samba Beija-Flor. Por trás do arranjo estava a empreiteira Odebrecht que colocou muito dinheiro na agremiação para acariciar o ego de Nguema.

A Odebrecht com seus interesses escusos, os mesmo aplicados no Brasil, tinha olho na Guiné Equatorial em razão da economia do país ser baseada na extração e exploração de petróleo. O intermediador da negociata envolvendo a Guiné, Odebrecht e Beija-Flor foi nada mais, nada menos que o ex-presidente condenado Lula.

A Odebrecht nega que tenha patrocinado o desfile e informou que nunca realizou obras na Guiné Equatorial.

O presidente da Beija-Flor, Farid Abraão David, confirmou em entrevista à GloboNews que a agremiação recebeu ajuda de empresas brasileiras, mas não informou de onde vieram as doações e nem qual foi o valor recebido. “Houve uma ajuda, mas não de R$ 10 milhões. Agora, o que quero dizer é o seguinte: qual é a escola que não quer receber um patrocínio? Todas saem em busca de patrocínio sob o regime de cada país” disse ele.

Na visão distorcida de Abraão David não importa de onde vem o dinheiro, mas que venha e seja recebido.

No Carnaval de 2018, a Beija-Flor surge como arauto da justiça e crítica das falcatruas que um dia pode sim ter feito parte da história da agremiação.

No desfile que a Beija-Flor realizou homenageando o ditador da Guiné Equatorial, em 2015, o filho de Nguema esteve pessoalmente no camarote acompanhando a passagem da escola.

Vai dizer que não recebeu financiamento?

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