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BOMBA: dono da GOL delata Michel Temer ao MPF

O Ministério Público suspeita que o PMDB, que controlava politicamente o fundo de investimentos, cobrava propina para direcionar os recursos.

O presidente Michel Temer enfrenta uma nova suspeita. Segundo o jornal “O Globo”, o empresário Henrique Constantino, um dos donos da companhia aérea Gol, disse ao Ministério Público Federal que o peemedebista deu o aval a pagamentos ilegais a seu partido durante a campanha municipal de 2012.

Henrique Constantino afirmou, ainda segundo o jornal, ter fechado um acordo de financiamento eleitoral com o então deputado Eduardo Cunha. Posteriormente, esse acordo teria sido levado a Temer, à época vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB.

O empresário está negociando sua delação premiada, por meio da qual espera se ver livre das suspeitas levantadas pela Operação Sepsis, que investiga empréstimos fraudulentos feitos pelo Fundo de Investimentos do FGTS a empresas, entre elas a Gol. Isso quer dizer que as declarações dadas por Henrique Constantino ainda não podem ser usadas em investigações. Para que isso ocorra, o Ministério Público precisa, primeiro, avaliar se elas de fato colaboram para investigações em curso, além de estabelecer qual tipo de perdão ou benefício legal pode oferecer ao delator. Depois, a delação precisa ser validada pela Justiça.

O que Constantino teria dito sobre Temer

O empresário disse ter se encontrado com Temer para sacramentar o acordo feito com Cunha nas eleições de 2012. Segundo Constantino, os pagamentos não foram discutidos diretamente na presença do então vice-presidente. Falou-se, apenas, do compromisso de apoio do empresário ao PMDB. Constantino diz ter entendido a conversa como um aval para os pagamentos ilegais. Por ora, não há informações sobre onde o suposto encontro teria ocorrido.

Após o encontro, o grupo Comporte, pertencente à família Constantino, teria feito um pagamento via caixa dois de R$ 10 milhões ao PMDB. A campanha de Gabriel Chalita, então peemedebista aliado de Temer e hoje no PDT, à Prefeitura de São Paulo teria sido um dos destinos do dinheiro. Segundo o empresário, os pagamentos foram feitos em contas indicadas por Cunha, pelo hoje ex-deputado Henrique Eduardo Alves, pelo lobista Lúcio Funaro e pelo ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli, todos atualmente presos preventivamente pela Lava Jato.

O relato guarda semelhanças àquele feito por Marcelo Odebrecht à Lava Jato.

Segundo o herdeiro da maior empreiteira do país, Temer o recebeu em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência, em 2014. No encontro, eles teriam acertado um “apoio” da Odebrecht a campanhas do PMDB, mas sem que houvesse tratativas a respeito de valores.

O dono da Gol diz que os pagamentos ao PMDB seriam contrapartidas de uma série de demandas da empresa no governo. Uma delas seria a inclusão de empresas de transporte no pacote de desoneração da folha de pagamento de funcionários. A política, implantada na gestão Dilma Rousseff, foi planejada para diminuir os custos de produção das empresas e evitar demissões durante o período de crise econômica. Outro ponto seria a liberação de recursos do FI-FGTS, investigada pelas operações Sepsis e Cui Bono.

O Ministério Público suspeita que o PMDB, que controlava politicamente o fundo de investimentos, cobrava propina para direcionar os recursos. Entre as empresas suspeitas de receber ilegalmente esses recursos estão a JBS, Marfrig e a própria Gol. Os comandantes do esquema seriam Cunha e o ex-deputado Geddel Vieira Lima, outra liderança do PMDB.

(com informações de O Globo)

Um Comentário

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  1. Eu tenho vergonha de ser brasileiro ao ver tanta falta de vergonha em pessoas que foi tão bem votado e que a grande maioria do povo brasieiro confiou e que nestas pessoas estava a eperança de um paiz que diziam emergentes quando na verdade já estava faido.

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