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COVARDIA: STF manda despejar famílias pobres no Paraná

Madeireira deve milhões à União e reclama posse da terra

A imagem do menino chorando ao ver a máquina com apoio da polícia do Paraná destruindo sua casa, a escola e a igreja da sua comunidade rural em Pinhão, no Paraná, causa revolta em qualquer pessoa.

Por ordem do Supremo Tribunal Federal mais de 100 famílias foram despejadas e tiveram suas casas completamente destruídas por máquinas agrícolas na área rural de Pinhão, no Paraná.

As famílias ocupavam uma antiga área da Madeireira Zattar, uma das maiores devedoras da União, e no dia 1º de dezembro tiveram a infelicidade de ver suas casas e plantações completamente destruídas após a ordem expedida pelo STF.

O assentamento rural não tem nada a ver com grupos políticos organizados

 

Homens e mulheres viviam no local há mais de 25 anos onde produziam alimentos e criavam animais para o próprio sustento. O assentamento não tem nenhuma ligação com os movimentos sociais de esquerda MST e MTST.

A disputa pela terra no Paraná é de longa data. A Madeireira Zattar é acusada de ter tomado na força as terras que pertenciam aos antigos proprietários cujos registros datam do período do Brasil imperial. Estima-se que 2 mil posseiros viviam em comunidades tradicionais conhecidas como faxinais. A Zattar chegou na década de 40 e muitos foram expulsos.

O caso chamou atenção do Papa Francisco que considerou arbitrária e autoritária a decisão de expulsar as famílias do local. “A Bíblia lembra-nos que Deus escuta o clamor do seu povo e também eu quero voltar a unir a minha voz à vossa: os famosos três “T”: terra, teto e trabalho para todos os nossos irmãos e irmãs. Disse-o e repito: são direitos sagrados”, disse o Pontífice.

O governo do Paraná deslocou um grande aparato policial para a ação com o intuito de devastar a vida de 100 famílias, cumprindo uma ordem judicial injusta, em momento de crise social tão grave em nosso país, com cerca de 14 milhões de desempregados. Foram destruídas casas de alvenaria, escola, padaria comunitária e a igreja, lugar sagrado de encontro e comunhão.

A comunidade está desesperada!

2 Comentários

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  1. Por principio eu sou contra qualquer tipo de invasão de propriedade seja qual for o motivo, mas se essas famílias já viviam nesse local há pelo menos 20 anos, como consta na matéria, entendo que ninguém tem o direito de retirá-los de lá. No aspecto jurídico há o famoso “usucapião”, que de acordo com a Lei, o uso ininterrupto por 15 anos ou mais de forma pacifica e realizando benfeitorias dá direito a posse. Pergunto? Aonde estão os verdadeiros lideres sociais e os políticos que se dizem representantes desse povo? Se fosse invasão do MST com certeza havia muito barulho, com a nossa mídia vermelha fazendo reportagem a todo momento, entrevistando autoridades etc. E por último o nosso desmoralizado STF, que falta coragem para combater os verdadeiros criminosos e sobre para esse tipo de coisa. Agora esse povo vai para onde? Fazer o que? As consequências são perfeitamente previsível. E depois ficam comentando sobre as injustiças sociais.

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