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Resumão da delação bomba do ex-presidente do TCE do Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro a coisa está preta. Abaixo segue o resumo da delação premiada do ex-presidente do TCE, Jonas Lopes. Apenas o ex-governador Anthony Garotinho e sua esposa Rosinha, que também foi governadora, não tomaram parte na cadeia de corrupção construída por Sérgio Cabral e sua turma.

Garotinho desafiou o jornalista Ricardo Boechat a mostrar o que sabe sobre ele. Boechat foi secretário de Comunicação no governo de Moreira Franco, considerado pelos cariocas como um dos mais corruptos que já teve no Rio, perdendo apenas para Sérgio Cabral.

Abaixo segue o resumão da delação de Jonas Lopes:

1 – O advogado Jonas Lopes Neto, filho do ex-presidente do TCE, afirma Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, casado com a sobrinha / filha de criação de Pezão, pagou R$ 900 mil em despesas pessoais do atual governador com dinheiro oriundo de corrupção.

2 – O ex-presidente do TCE conta que além de ter se reunido para discutir propina no apartamento de Pezão, teve reuniões também no Palácio Guanabara, ocasião em que o atual governador avisou que quem trataria desses assuntos seria Affonso Monnerat, seu secretário de Governo.

3 – O ex-presidente do TCE afirmou que durante a gestão de José Graciosa à frente do tribunal, ao final do governo Rosinha, percebeu que “o conselheiro Graciosa estava pressionando fornecedores do Estado para obter vantagens indevidas, e que relatou o fato ao ex-governador Garotinho, então secretário de Governo, que passou então a despachar da secretaria de Fazenda, impedindo que o conselheiro continuasse a auferir vantagens indevidas”.

4 – Jonas contou ainda que por pressão do conselheiro José Graciosa procurou o deputado Eduardo Cunha para que a Cedae passasse a colaborar com R$ 100 mil mensais aos conselheiros, o que segundo ele, Cunha recusou, e que o mesmo ocorreu com o Detran, sem fornecer o nome de quem teria procurado e que a empresa teria aceitado colaborar.

5- Ele declarou que o conselheiro Graciosa confirmou ter pago propina a um desembargador para impedir a realização de uma CPI da ALERJ sobre o TCE.

O Rio de Janeiro vive seu pior momento na história porém é uma ótima oportunidade para recomeçar e banir de vez a corrupção da esfera pública.

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