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Deputado conta ao juiz Sérgio Moro o plano para acabar com a Lava Jato

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, O deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ) revelou nesta quarta-feira (22) ao juiz Sérgio Moro que há uma “grande manipulação para fazer cessar os efeitos da Lava-Jato nos figurões do Brasil”.

Miro Teixeira foi convocado à Justiça Federal na condição de testemunha. Quem pediu a presença do parlamentar foi o ex-ministro Antônio Palocci, preso desde 2016. Segundo o deputado os “figurões” sairão ricos, livres, isentos e anistiados enquanto seus cúmplices ficarão na cadeia.

O que se passa aqui em Brasília é uma vergonha absoluta. Há uma tentativa de desqualificar a Lava-Jato, há uma tentativa de acabar com a Lava-Jato. Mas acabar a Lava-Jato para esses que detém foro especial por prerrogativa de função. É uma situação que vai submeter o Brasil ao ridículo internacional. Os empresários que são cúmplices dos políticos, que estão presos, as empresas que estão fechadas, os empregos estão perdidos. E os políticos saem ricos — disse Teixeira.

No fim do depoimento, o próprio juiz Sérgio Moro questionou o deputado sobre a influência da proposta de adotar o sistema de lista fechada nas eleições legislativas. O projeto foi citado pelo deputado anteriormente no seu depoimento como uma das tentativas utilizadas pelos “figurões”.

Essa questão, embora não seja tão pertinente, essa questão da lista fechada teria alguma coisa a ver com isso? — perguntou Moro.

— Só tem. A lista fechada, que não é nova na discussão, é uma forma de criminalizar a política. Primeiro, surge atribuindo ao financiamento de campanha as dificuldades do nosso setor. Juiz, a corrupção existe porque existe corrupto. O roubo existe porque existe ladrão. A democracia não pode ser responsabilizada. Senão, as ditaduras seriam íntegras. Não há eleições, então não há corrupção? Estão criminalizando a política pelos fatos criminais praticados por políticos. A política não é isso, não é nada disso. Estão roubando para o próprio bolso para construir fortunas enormes botando a culpa no processo eleitoral — respondeu Miro Teixeira, que defendeu a realização de um plebiscito para a realização de uma reforma política.

(com informações de O Globo)

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