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Doria defende prisão de Aécio Neves

Um dos nomes ascendentes na política brasileira, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) foi instado a comentar as acusações da delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que até esta quinta-feira era presidente nacional do PSDB. Na entrevista, concedida à rádio Jovem Pan na manhã desta sexta, ele criticou a linguagem de Aécio na gravação com Batista e falou sobre “proteger o Brasil”.

Doria considera absurdo

“É estarrecedor um senador da República usar esse tipo de linguagem. Ter censura, em cada frase, de duas ou três palavras – de baixíssimo calão, eu suponho –, por tudo aquilo que a imprensa pôde reproduzir, ainda que sem a expressão completa, é absolutamente lamentável”, respondeu o prefeito, ao tratar sobre a conversa em que o senador trata com o empresário de movimentações que poderiam comprometer as investigações da Operação Lava Jato. Doria complementou, alegando que “quem usa esse tipo de linguagem não tem minimamente condições de proceder com equilíbrio suas funções”.

Aécio Neves é acusado de pedir, em uma gravação, dois milhões de reais em propina à Batista, mas alega ter sido apenas um “empréstimo” pedido a um “amigo”. Na conversa com Joesley, o tucano usa termos de baixo calão, como “porra”, se referindo, inclusive, ao ministro da Justiça Osmar Serraglio como “um bosta de um caralho” e o projeto das Dez Medidas Contra a Corrupção, do Ministério Público Federal (MPF), como “naquela merda”.

O prefeito defendeu que as acusações contra o presidente licenciado de seu partido sejam levadas até o final. “Temos que apoiar a Justiça. E, nessa circunstância, doa a quem doer. Não importa de qual partido, de qual relação, se era amigo ou se deixava de ser. A apuração tem que ser rigorosa, independente e determinada”, afirmou João Doria.

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