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Eike Batista, pobrezinho, não pagou fiança mas a Justiça entendeu

O prazo para o empresário Eike Batista pagar a fiança de R$ 52 milhões, que terminaria à meia-noite desta quarta-feira (17/5), foi suspenso pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O valor deveria ser entregue pelo empresário para que ele permanecesse em prisão domiciliar.

Não pagou

Como o empresário ainda não pagou o valor total da fiança, na decisão, o Bretas informa que a suspensão vale até que ocorra o pagamento total. Caso não pague a fiança, Eike voltará para a Penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, onde ficou preso de 30 de janeiro a 30 de abril.

Eike Batista é acusado de ter repassado US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e de ter firmado contratos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, para obter facilidades em negociações com o governo fluminense. Sua defesa argumenta que os bens do empresário foram bloqueados, o que impede o pagamento da fiança.

Os advogados de Eike entraram com um recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região contra o bloqueio e pediram que a decisão seja fixada pela 7ª Vara, e não pela 3ª Vara Federal Criminal. Este segundo juízo, representado pela magistrada Rosália Monteiro Figueira, ampliou, na sexta-feira da semana passada (12/5), o valor a ser bloqueado — de R$ 162 milhões para R$ 900 milhões.

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