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Evo Morales quer criminalizar a leitura da Bíblia

Morales alega que “a liberdade de expressão é uma concessão estatal”

O ditador da Bolívia, Evo Morales, enviou uma proposta autoritária em dezembro de 2017 com objetivo de alterar as leis no Código do Sistema Criminal da Bolívia. Morales quer priorizar o que ele chama de “visão bolivariana da sociedade”.

Bispos, pastores e demais lideranças religiosas que atuam com a evangelização em território boliviano alertam para o Artigo 88 do Novo Código proposto pelo presidente Evo Morales. No 12º parágrafo há uma pena que varia entre 10 a 12 anos de prisão para quem “recrutar pessoas para participação em organizações religiosas ou cultos”.

Nesta semana La Paz foi alvo de dezenas de manifestações realizadas por grupos religiosos que alegam que o presidente quer, no fundo, impedir a leitura da Bíblia e a sua distribuição, tornando crime o avanço da pregação do Evangelho.

Advogados e jornalistas também protestam pela mudança na lei que quer tornar crime de “injúria e difamação” qualquer informação que venha contestar as decisões do governo.

Na prática, eles preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos. Conforme está descrito nos artigos 309, 310 e 311.

O presidente Evo Morales declarou que “a liberdade de expressão é uma concessão do Estado”.

Esse é o pensamento típico da ditadura.

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