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Impunidade: jovens que mataram rapaz em lava jato estão soltos

A Justiça negou o pedido de prisão de Tiago Demarco Sena, de 20 anos, e Willian Larrea, de 31 anos, acusados pela morte de Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, que morreu 11 dias após uma agressão com uma mangueira de alta pressão em uma lava jato em Campo Grande.

De acordo com o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri da Capital, a autoridade policial não trouxe “fundamentação quanto à concreta necessidade da prisão preventiva dos envolvidos”, sendo assim, negou o pedido.

Ainda segundo Garcete, como o TJ-MS é quem irá verificar se o fato é homicídio com dolo eventual ou lesão corporal de natureza grave e, para que esta questão não prejudique o pedido, o juiz apreciou e negou, ainda que momentaneamente, a prisão até o pronunciamento em definitivo do Tribunal.

O juiz responsável pelo caso também será decidido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O pedido de prisão foi feito pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), na última terça-feira (14).

O juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal, primeiro a receber o inquérito sobre o caso, entendeu que a morte do adolescente se trata de um homicídio doloso, quando há intenção de matar. “Além do ato praticado pelos indiciados ser revestido de uma imbecilidade oceânica, não há como alegarem que o ato por eles praticado não poderia causar a morte de uma pessoa”, explicou no despacho. Já o Ministério Público entende que o crime se trata de crime de lesão corporal seguida de morte.

Caso

Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, foi morto em uma agressão com uma mangueira de alta pressão em uma lava jato em Campo Grande, no último dia 3, na Vila Morumbi. Após ficar 11 dias internado na Santa Casa, Wesner teve uma hemorragia grave e uma parada cardiorrespiratória. O crime foi cometido por Tiago Demarco Sena e Willian Larrea.

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