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IRONIA – 13 políticos citados por Fachin vão as ruas para se manifestarem contra a CORRUPÇÃO!

Outra parte será investigada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que pediu o desmembramento.

Parte dos políticos que serão investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ou pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) após serem citados em delações de executivos da Odebrecht têm em comum um passado recente de militância “anticorrupção”.

Ao menos 13 deles atuaram nos protestos de rua ocorridos ano passado e em 2015 em que os discursos pela moralidade na política serviram como pano de fundo para a defesa do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

A petista teve o mandato cassado pelo Senado em 31 de agosto.

Na lista divulgada nessa terça (11), o ministro Edson Fachin autorizou a abertura de inquérito contra 98 políticos citados nas delações – entre eles, governadores, senadores, ministros e deputados. Parte desse grupo será investigada pelo próprio Supremo, por deter foro privilegiado.

Outra parte será investigada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que pediu o desmembramento.

Veja, a seguir, quem foi citado na lista de Fachin e atuou, recentemente, em protestos de rua com bandeiras como a luta contra a corrupção e a moralidade na política.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) com a mulher em manifestação de dezembro do ano passado:

Alvo de cinco inquéritos, um deles sobre recebimento de R$ 10 milhões para favorecer a Odebrecht na construção da usina de Santo Antônio, Jucá também foi às ruas em março do ano passado pelo impeachment.

“Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”, alegou, sobre a lista atual.

Aécio Neves (PSDB) em protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT), na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, em março de 2016:

Alvo de cinco inquéritos, um dos quais sob a suspeita de ter recebido R$ 7,3 milhões “a pretexto de doação” para campanha de Antônio Anastasia (PSDB-MG) ao governo mineiro.

O senador tucano atuou em manifestações de rua pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), sua rival na eleição de 2014, com um discurso de moralidade na política.

Agora na lista de Edson Fachin, o senador afirma que “considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações e considera que assim será possível demonstrar a correção de sua conduta”.

O hoje ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), em protesto realizado na capital paulista em dezembro de 2015:

Citado na lista sob suspeita de ter recebido R$ 500 mil em caixa dois na campanha para o Senado em 2010, o tucano, nomeado ministro por Michel Temer (PMDB).

Afirma que “as afirmações são mentirosas” e que só se manifestará após ter acesso ao conteúdo do pedido de inquérito.

Ele esteve em manifestações de rua convocadas ano passado por movimentos pró-impeachment.

O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) em protesto, em março do ano passado, contra a corrupção e pelo impeachment de Dilma:

O tucano foi citado nas delações pelo recebimento de R$ 7,3 milhões, em 2009 e 2010, a pretexto de doação eleitoral para campanha ao governo de Minas.

O senador e ex-governador de Minas, que foi às ruas pelo impeachment e contra a corrupção em março de 2016, afirma que “nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.

Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura, em ato contra a corrupção em 2016:

O pedido de instauração de inquérito acusa o pepista de ter recebido R$ 12 milhões na campanha para o governo de Mato Grosso no ano de 2006.

Ele, que também foi às ruas em 2016, nega a acusação. “Não recebi doações da Odebrecht, não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou seus dirigentes”.

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), autor do voto de número 342 pró-impeachment, foi carregado por outros parlamentarem favoráveis à queda da presidente Dilma em abril de 2016:

O agora ministro é acusado por delatores de receber doação de R$ 600 mil não declarados em 2010 e 2012.

Voto decisivo na votação da abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff, na Câmara.

Com ele, atingiu-se o mínimo de 342 assinaturas para abertura do processo.

Araújo nega ter praticado crime de caixa 2. “Solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas”, defendeu-se.

Ao lado de Aécio, Geraldo Alckmin foi à manifestação na avenida Paulista, em 13 de março de 2016, pelo impeachment de Dilma:

Citado nas delações da Odebrecht, o governador paulista é apontado pelo recebimento de R$ 10,7 milhões em caixa dois do departamento de propina da Odebrecht, segundo delatores da empreiteira.

No acordo de delação homologado pelo STF, um cunhado de Alckmin é citado como o nome que teria recebido “pessoalmente parte desses valores”:

o empresário Adhemar Cesar Ribeiro, irmão da primeira-dama paulista, Lu Alckmin. Segundo a delação.

R$ 2 milhões foram aplicados na campanha do tucano ao Palácio dos Bandeirantes em 2010, e o restante, na de 2014, “todas somas não contabilizadas.

Ou seja, caixa dois. Fachin mandou para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) as citações dos delatores feitas sobre Alckmin e oito governadores.

Ano passado, o tucano foi ao ato pelo impeachment de Dilma na av. Paulista, ao lado de Aécio, mas acabou hostilizado por manifestantes e deixou rapidamente o evento.

Esses são alguns dos que estavam no meio de manifestações contra a corrupção.

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