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Isso que é assassinato de reputação: estudantes foram presos mas eram inocentes

Quem punirá o Ministério Público nesse caso?

O caso é chocante e serve de lição para quem defende a vingança como forma de justiça.

Os dois estudantes em questão foram acusados formalmente de furtarem duas malas durante a realização de um protesto em junho de 2013, no Centro do Rio de Janeiro. Quem acusou? O Ministério Público. A tal da verdade absoluta é um perigo.

O juiz Marcello Baptista, da 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, acabou de absolver os dois estudantes Caio Brasil Rocha e Juliana Campos Vianna da acusação de furto qualificado feita pelo Ministério Público. Os dois estudantes chegaram a ficar confinados em presídio.

A decisão é surpreendente

O magistrado confirmou que a loja indicada na acusação não comercializava as malas apreendidas com os estudantes. Caio e Juliana pegaram as malas numa caçamba de lixo para se defender das explosões e disparos de balas de borracha efetuados pela polícia.

Na sentença o juiz determinou que os acusados sejam absolvidos por não existir prática de crime.

“Assim sendo, julgo improcedente os pedidos formulados pelo Ministério Público na denúncia, sendo ambos os acusados absolvidos das acusações contidas na denúncia, sendo o processo extinto, na forma do art. 386, I do CPP”, destacou o juiz Marcello.

A vida dos dois foi destruída

O estrago foi feito. As duas vítimas deste assassinato de reputação estão carimbadas diante da opinião pública, porque tiveram suas imagens expostas em noticiários com ampla repercussão. Chegaram a ser filmados e fotografados com roupas de presidiários. Agora, o máximo que ganharão como compensação é uma notinha de rodapé.

Agora eis a questão: Quem vai punir o Ministério Público?

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