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Laudo confirma: Garotinho apanhou na cadeia

Não falta mais nada no Rio de Janeiro, conforme afirmou Raquel Dodge, procuradora-geral da República, o Rio é “uma terra sem lei”. Saiu o laudo pericial dos ferimentos apresentados pelo ex-governador Anthony Garotinho.

A perícia confirma que as lesões no corpo de Anthony Garotinho foram provocadas por “objeto contundente”. O que Garotinho sofreu na cadeia é o conhecido “chá de manta”, quando alguém joga o cobertor sobre outro para ele não ver quem está dando as pancadas.

No Rio não falta mais nada.

Pra quem viu uma juíza ser fuzilada após ter seu pedido de reforço de escolta negado pelo próprio Estado, nada mais é impossível.

O Grupo Globo parece ser o mais interessado na prisão do ex-governador. Isso é muito estranho e preocupante. Principalmente quando existem denúncias sobre a Copa do Mundo, pagamento de propinas e relações suspeitas com o ex-prefeito Eduardo Paes, que mora em Nova Iorque. O Globo bancou que foi autolesão. O laudo já desmentiu.

Não se espante caso algo pior venha acontecer. Vão dizer que foi suicídio? Isso não é justiça.

Há uma nítida batalha sendo travada nos bastidores do Judiciário fluminense que envolve interesses grandiosos de gente poderosa que quer estar acima da lei. É preciso analisar com cautela esse tipo de ação que está sendo orquestrada no Rio de Janeiro.

Episódios assim lembram casos como o assassinato do prefeito Celso Daniel, o desaparecimento de Amarildo, a morte do detetive Lucas Arcanjo em Minas Gerais, todos entraram para a estatística de pessoas que enfrentaram poderosos e perderam suas vidas. 

A fragilidade do sistema prisional no Rio de Janeiro não é novidade. O que agrava a situação é quando o estado, principal alvo da investigação, tem seus principais atores sob investigação e alguns presos. O queijo importado de Sérgio Cabral, o Home Theater, as bebidas, os celulares, denotam a ausência do Estado na segurança pública.

O que pode existir nesse momento no Rio de Janeiro é uma situação semelhante a da Venezuela: no arrepio da lei um grupo toma posse do poder estatal para impor força e submissão a seus opositores.

O risco de a Justiça extrapolar seu limite nesse caso é real.

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