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Lava Jato não acertou a cabeça da serpente

A Lava Jato já atravessou a metade do rio. Esta é a posição do juiz federal, Sérgio Moro, explicando que o “problema é que vão surgindo provas de novos acontecimentos e, por isso, falo de uma corrupção sistêmica”.

Entendemos que a Lava Jato já cruzou grande parte deste imenso país, mas está encontrando dificuldades para atingir a cabeça da serpente: o Congresso Nacional. Agora, o ministro Edson Fachin denuncia mais sete parlamentares e este número também está longe de sua exatidão.

Em entrevista a um jornal argentino, Sérgio Moro disse que “apesar de a opinião pública estar, majoritariamente, a favor das operações, há uma minoria que às vezes incomoda. Principalmente quando tenta dizer que o meu trabalho tem intenção político-partidária”.

Não é só isso: Moro mexeu no lixão que é o Congresso Nacional onde, a cada dia, alguém tenta desclassificar o trabalho da Lava Jato para se safar das acusações.

“É preciso construir as instituições no dia a dia. A responsabilidade não é de uma só pessoa. Acho que há um foco excessivo em mim, quando na verdade existe uma polícia que investiga, um ministério público que acusa e outros tribunais que revisam as minhas decisões”, observa o juiz.

“Os países corruptos podem competir em condições de igualdade em um mundo cada vez mais globalizado em que os custos adicionais fazem diferença?

A situação do Brasil, com déficits crescentes, também não está afetada pelos custos da corrupção?”

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