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“Lula politiza a Lava Jato após depoimento a Moro”, afirma cientista político

A ação também engloba o armazenamento de bens do ex-presidente depois que ele deixou a Presidência. O petista sempre negou as acusações. Segundo Carlos Melo, ao decorrer do andamento dos cinco processos contra ele, dos quais três na Lava Jato, a estratégia de Lula é politizar a investigação esperando que sejam provadas as acusações feitas pelo Ministério Público.

Daqui até lá [com uma possível condenação], a estratégia é ir politizando […]. vai sobrar a narrativa da vítima, da condenação sem provas, por algum tipo de perseguição política. Tem um discurso aí para a história”, disse. “Ninguém sabe o que será, mas, se imaginar um cenário de condenação e prisão, a história que o PT vai pretender escrever é a do preso político. Se cola ou se não cola, se as futuras gerações vão aceitar isso ou não, só a história vai dizer.”

Comportamento “comedido”

Na avaliação do cientista político, Lula se comportou de forma comedida no interrogatório por orientação por orientação dos advogados. Se ele se exaltasse e provocasse Moro, corria o risco de se complicar ainda mais na Justiça, ponderou Melo.

Na frente do juiz, o que ele tem de fazer? Tem de responder às questões. Poderia fazer um palanque como já fez no passado? Poderia, mas se corre o risco de um confronto, de uma desobediência, de alguma coisa que pode complicar a situação dele processualmente. […] Muitos ‘não sei’, muitos ‘não me lembro exatamente quando foi’. Me parece uma coisa bastante normal e tranquila”, considerou o cientista político.

Para Carlos Melo, o resultado de um suposto combate entre Lula e Moro esperado por parte da população foi de “empate técnico” até porque o ambiente de audiência à Justiça não deve ser transformado em palanque.

Ao contrário do comportamento na audiência, Lula se mostrou enérgico em discurso a apoiadores na praça Santos Andrade, em frente à UFPR (Universidade Federal do Paraná) após o depoimento.

Lá fora, um outro ambiente, totalmente diferente, está falando com seus. Ele tem que dar uma justificativa para sua militância, de certa forma abraçar sua militância, porque ele tem sido abraçado também. Faz discurso em um tom um pouco mais emocionado.”

Postado por Radar/Fonte: Uol

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