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Mais um crime na conta do Poder Judiciário

Texto de Claudia Wild

Foi enterrado ontem em Belo Horizonte, Antonio Leite Alves Radicchi, 63 anos, médico e professor titular da Faculdade de Medicina da UFMG, vítima do progressismo legal e judiciário.

Antônio foi covardemente morto por Alexandre Siqueira de Freitas, ladrão e assassino, 26 anos. O crime ocorreu dentro de um ônibus. O criminoso tinha deixado um presídio nas proximidades da capital mineira no dia 14 de setembro deste ano. Lá cumpriu pena de 15 meses por tentativa de homicídio.

Anteriormente, no ano de 2012, o criminoso foi condenado a 3 anos e seis meses de prisão pelo crime de roubo. Ou seja, era um réu contumaz e já mostrava a necessidade de sua severa segregação social.

Segundo a polícia mineira, o latrocínio ocorreu pois o bandido já ao entrar no ônibus em que estava a vítima tentou roubar-lhe sua mochila e outros pertences. Como houve reação por parte desta, o assaltante pegou uma faca que guardava e atacou o professor, que sentado e sem a menor possibilidade de defesa levou nada menos do que dez golpes.

Foi socorrido, mas não resistiu aos graves ferimentos.

Segundo relataram parentes e amigos da vítima, Antônio era um homem pacato, “contrário a qualquer tipo de violência”, engajado em projetos e causas sociais, ambientalista convicto que não usava carro por considerá-lo poluente e não ecológico.

Provavelmente, era mais um dos simpatizantes das políticas progressistas atuais. Políticas estas que colocaram o Brasil na mais absoluta barbárie. País em que criminosos não são tratados como transgressores, mas como seres ingênuos e ‘vítimas do sistema e das diferenças sociais’.

Esta mentalidade matou Antônio e matará muitos outros brasileiros até enxergarmos que o crime é uma opção pessoal e não uma fatalidade social. Até que os iluminados resolvam tratar bandidos pelo que são: bandidos. Até que o Brasil se livre da gosma purulenta/infecta do pensamento marxista – que despeja milhares de criminosos nas ruas e exige aos cidadãos de bem uma total compreensão do mal e, ainda, não oferece quaisquer meios para a proteção mínima de suas vidas.

O Brasil é hoje a maior fábrica de criminosos do mundo. Ele não só incentiva o crime como também o romantiza com teorias imbecis de Foucault & Companhia LTDA.

Estivesse o latrocida preso, certamente, esta preciosa vida teria sido poupada. Estivesse a justiça cumprindo seu papel precípuo, o professor Antônio, hoje, estaria lecionando na Faculdade de Medicina da UFMG como fazia quase todos os dias da semana.

A lei de Execução Penal precisa ser mudada urgentemente. Ela transfere poderes quase ilimitados ao juiz – que tem amplas possibilidades para aplicar aos criminosos medidas ditas “ressocializantes”, mas que na prática são medidas disponíveis para facilitar a prática do ilícito. A mentalidade dominante no Judiciário também precisa mudar, para que criminosos reincidentes como o latrocida Alexandre não recebam quaisquer benefícios legais.

Culpemos a lei sim. Entretanto, culpemos também aqueles que irresponsavelmente facilitam a vida dos criminosos pela máxima: “cadeia não é solução” – estejam eles no Legislativo ou no Judiciário. Preferem dar um voto de confiança a um criminoso perigoso a proteger uma população indefesa à mercê apenas da insensibilidade dos burocratas e das mãos ávidas dos bandidos.

O que matou Antônio foi a mentalidade progressista brasileira, ela é a verdadeira ré. A lei e seus aplicadores são meros agentes da promoção da morte de inocentes e da inversão de valores.

No Brasil a vida vale menos que um voto.

O Professor Radicchi deixa esposa e quatro filhos – hoje igualmente órfãos do Poder Judiciário.

Alexandre, caso nada aconteça, estará em alguns anos apto a matar novamente pelas ruas de Belo Horizonte.

(texto escrito por Claudia Wild)

3 Comentários

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  1. Primeiro, ele não foi “morto” ele foi assassinado como milhões de brasileiros a maioria empobrecida pela corrupção e omissão! A pior delas é da mídia bancada basicamente com dinheiro público, isenção fiscal venda de prestígio dentre outras perversidades fazem vistas grossas aos erros dos poderosos ao invés de falarem a verdade que a polícia assassinou o adolescente dizem ” Serginho de 15 anos foi morto com um tiro de fuzil ao se explicar para o policial” porque não falam a verdade que foi assassinado pelo estado? Ou seja o Brasil corrupto matando seus cidadãos que deveria proteger! Isto é estado ou uma repubiqueta que até os grandes jornais tem que distorcer os fatos?

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