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Malas, mulas, Michel Temer, Aécio Neves e Lula

A gravíssima situação do Brasil frente a uma Câmara fraca e inconsistente

Os deputados federais decidiram, em nome do povo brasileiro, naquela quarta-feira 02 de agosto de 2017, que o Brasil deve prosseguir sendo administrado por uma quadrilha. O termo “quadrilha” foi definido pelo Ministério Público Federal e a Procuradoria-Geral da República para definir o grupo que comanda a Nação. Engloba o PT, PMDB, PSDB e agregados envolvidos em esquema de corrupção constatado pela Lava Jato.

A revista Época divulgou neste final de semana, com exclusividade, as fotos do maior empacotamento de dinheiro para pagamento de propina já registrado na história do Brasil. A grana toda tinha dois destinos, segundo as investigações: Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB).

Da parte de Aécio Neves

“Quem é que fica andando com 500 mil de um lado para o outro?!”, perguntou, entre nervoso e espantado, o empresário Frederico Pacheco ao lobista Ricardo Saud, da JBS, na tarde do dia 12 de abril deste ano.

Fred, como é conhecido o primo do senador Aécio Neves, estava no escritório de Saud, em São Paulo, para apanhar a segunda parcela de R$ 500 mil dos R$ 2 milhões acertados entre o presidente do PSDB e Joesley Batista dias antes. Fred fora designado para a tarefa por Aécio, como registrado em áudio pelo próprio senador: “Um cara que a gente mata antes de fazer delação”. A Polícia Federal monitorava o encontro – uma ação controlada, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Fred estava desconfortável. Não aceitou água nem café.

Da parte de Michel Temer

ÉPOCA reconstituiu a cena por meio de gravações autorizadas pela Justiça (ouça um dos áudios) se de entrevistas reservadas com participantes da ação controlada. Reconstituiu, também, as outras quatro entregas de dinheiro vivo acompanhadas pela PF entre abril e maio deste ano, na Operação Patmos, resultado das delações dos executivos da JBS.

Os cinco pagamentos somaram R$ 2,4 milhões. Foram três entregas de R$ 500 mil destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil destinada ao doleiro Lúcio Funaro e, por fim, uma de R$ 500 mil destinada ao presidente Michel Temer – aquela da mala preta com rodinhas, que cruzou velozmente as calçadas de São Paulo graças às mãos marotas de Rodrigo Rocha Loures, o “longa manus” do peemedebista, nas palavras da Procuradoria-Geral da República.

Deputados venderam a dignidade

Os deputados federais decidiram deixar que a situação prossiga como está e dificultaram as investigações que não são motivações políticas. Quem denuncia é a Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Federal órgãos que cumprem o papel constitucional de combater à corrupção.

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