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Máquina de corrupção sofre baque da Polícia Federal

O Rio de Janeiro tinha uma verdadeira máquina de corrupção envolvendo políticos (governadores, deputados, prefeitos e vereadores), figuras do Judiciário (desembargadores e conselheiros) e empresários que organizaram uma gigantesca quadrilha agindo na defesa dos interesses próprios e na perseguição aos desafetos.

A mídia no Rio de Janeiro por muito tempo ficou subserviente aos apelos da quadrilha que saqueou o estado de forma inacreditável e nenhum veículo da imprensa noticiou o escândalo.

Nesta quarta-feira (29) a Polícia Federal rasgou uma página do histórico dessa quadrilha prendendo desembargadores e conselheiros do Tribunal de Contas, levando de forma coercitiva o presidente da ALERJ, Jorge Picciani, além de adentrar ao gabinete do presidente da Assembleia para levar documentos.

Os crimes cometidos pela quadrilha organizada no Rio de Janeiro desviaram um “oceano de dinheiro” conforme classificou um procurador da operação Lava Jato.

A incursão da Polícia Federal ainda vai mergulhar mais profundamente nas operações criminosas praticadas por essa quadrilha que assaltou os cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, os servidores públicos estão com os salários atrasados e os fornecedores estão sem receber.

O nome dado à ação, “O Quinto do Ouro”, é uma referência ao imposto correspondente a 20% que a Coroa Portuguesa cobrava dos mineradores de Ouro no período do Brasil Colônia.

A força-tarefa do MPF e da PF cumpre, desde as 6h desta quarta-feira, 43 mandados, a maioria deles na cidade do Rio, em Duque de Caxias e em São João de Meriti.

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