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Michel Temer edita MP que acaba com a delação premiada

Antes que a Lava Jato chegasse ao sistema financeiro o governo agiu

Os acordos de leniência formatados entre a Justiça brasileira e as empresas foram destruídos pelo presidente Michel Temer após a publicação da Medida Provisória que amplia os poderes punitivos do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entenda

Temer blindou o Banco Central para que os acordos de leniência sejam realizados entre a própria instituição e os bancos sem que os termos sejam de conhecimento público. As informações desses acordos tomam caráter sigiloso fugindo da apreciação do Ministério Público Federal. A medida também impede que os envolvidos sejam obrigados a delatar para obter o benefício do perdão da dívida.

Para o Ministério Público Federal, o sigilo é o mecanismo mais preocupante, já que prejudica outras investigações.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn poderá perdoar bancos e banqueiros sem prestar contas à sociedade, e as instituições financeiras restituirão uma ninharia aos cofres públicos.

No caso do BC, infrações cometidas no sistema financeiro poderão ser punidas com multa de até R$ 2 bilhões. Para se ter uma ideia, o valor representa apenas 20% do valor do acordo da JBS com o MPF.

Os benefícios concedidos à JBS são insignificantes se comparados aos que o BC daria aos bancos.

Até o momento, nenhum parlamentar questionou a MP. É nessas horas que percebe-se que na política brasileira, não há oposição.

3 Comentários

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  1. Esse Temer deve à sociedade tanto quanto o Lula. PMDB e pt sempre foram sócios na gatunagem; Temer foi presidente do pmdb por longo período. Alguém acredita que ele também não sabia de nada?

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