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Movimento pró-Lula promete quebrar tudo em Curitiba

O movimento “Ocupa Curitiba”, organizado pela Frente Brasil Popular, pretende reunir 50 mil pessoas em Curitiba, no dia 03 de maio, data marcada para o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato.

O evento organizado no Facebook tem cerca de mil pessoas confirmadas. A ideia dos organizadores é que estejam presentes petistas de todo o Brasil para apoiar Lula, durante o depoimento na sede da Justiça Federal.

Uma reunião, marcada para o próximo dia 20, deve definir os atos da manifestação de apoio. De acordo com a Central Única de Trabalhadores (CUT), mais informações só poderão ser fornecidas após o encontro entre os grupos Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e FRD.

Outro lado

O grupo de apoio a Operação Lava Jato, que mantém um acampamento em frente à sede da Justiça Federal em Curitiba, informou na página do Facebook que deve fazer um movimento contrário para “que nosso juiz possa trabalhar em paz”. A convocação pede para que todos estejam no acampamento porque querem “tumultuar” a audiência.

 Ação penal 

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá.

Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

A ex-primeira dama Marisa Letícia foi indiciada por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para a PF, Marisa recebeu, junto a Lula, vantagens indevidas da empreiteira OAS nas reformas do tríplex.

Paulo Tarcisio Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Paulo Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.

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