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Na ONU, o Brasil rejeita “proteger a família natural”

A posição causou estranheza até no Vaticano

Diferente do que fez em 2012, o governo brasileiro rejeitou, na ONU, a proposta do Vaticano de “continuar a proteger a família natural e o casamento, formado por marido e mulher, como unidade fundamental da sociedade, e também os nascituros”. A análise da proposta fazia parte da Revisão Periódica Universal do Brasil, realizada a cada quatro anos e meio, composta por 246 recomendações, entre as quais constava a do Vaticano. A resposta brasileira foi enviada à ONU nesta segunda-feira (11).

Em 2012, quando a última revisão foi feita, o governo brasileiro havia aceitado parcialmente uma recomendação muito semelhante, cujo texto era: “proteger a família natural e o casamento, formado por marido e mulher, como célula básica da sociedade na medida em que oferece as melhores condições para se criar filhos”.

A mudança de postura, que não veio acompanhada de explicação, pegou de surpresa parlamentares das bancadas evangélica e católica que se uniram para exigir uma explicação do governo Temer. Em reunião ocorrida nesta quarta-feira, deputados das duas bancadas se uniram e enviaram uma carta ao presidente da república pedindo a revisão da decisão.

Estranheza total

Os parlamentares signatários afirmam que tal atitude “causou estranheza em razão da mudança de posicionamento do Governo Federal, adotado em 2012, quando aquele Estado apresentou a mesma recomendação, parcialmente contemplada”.

O deputado Diego Garcia, que foi o relator do Estatuto da Família (aprovado em 2015 na Comissão Especial), defende que a família base da sociedade deve receber especial proteção do Estado, conforme está assegurado no artigo 226 da Constituição Federal. “Devemos buscar, em todos os âmbitos, a devida proteção e valorização da entidade familiar, que hoje encontra-se tão frágil e frequentemente atacada por uma cultura antifamília. Esperamos reverter essa decisão e manter a previsão da Santa Sé”, destaca.

5 Comentários

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  1. Mas existe outra família, que não a natural, que gera filhos e é garantia da existência da raça humana ? Estes representantes do Brasil, na ONU, não representam o pensamento de nossa sociedade familiar e cristã. Se existem pessoas do mesmo sexo, que querem viver juntos, é um direito deles, porém, este tipo de relação não pode estar acima de uma família, geradora de filhos e que é uma garantia da futura existência da raça humana.

  2. Estas pessoas que se dizem representantes do Brasil, perante a ONU, devem ser filhos de uma chocadeira! Esta decisão não tem o respaldo da vontade do povo brasileiro! Eles não representam o povo brasileiro, a quem, eles tem o dever de respeitar e prestar contas de seus atos!

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