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O acordão entre Temer e os bancos

A “MP dos banqueiros” revoltou o Ministério Público Federal

O que você vai tomar conhecimento diz respeito a um grande acordão, feito as pressas, entre o governo Michel Temer e os bancos privados antes que o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, abra a boca. A delação de Palocci pode responder uma das perguntas mais intrigantes da operação Lava Jato: Como os bancos não sabiam de toda movimentação financeira no Brasil e no exterior envolvendo agentes públicos e empresários?

Antônio Palocci tem a resposta na ponta da língua, segundo algumas fontes próximas ao ex-ministro de Lula. O homem que movimentava o mercado financeiro não esconde seu desejo de falar sobre o grande projeto de poder envolvendo a coalizão partidária que fatiou o Brasil em áreas de interesses pessoais e políticos. PT, PMDB e PSDB são os principais atores nesse caos social que derrubou o país.

O acordão

O presidente Michel Temer promulgou a MP 784 / 2017. Você ouviu falar disso em algum lugar? Sabe do que se trata? Então prepare-se para a surpresa. A medida provisória regulamentou a possibilidade de que os órgãos de controle das instituições financeiras, sobretudo o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) firmarem acordos de leniência, no âmbito administrativo com pessoas jurídicas que atuam no sistema financeiro sem a obrigatoriedade de comunicar os eventuais crimes ao Ministério Público Federal. Semelhante a uma delação premiada, o acordo de leniência é firmado na área cível.

A “MP dos banqueiros”, como está sendo chamada nos bastidores, revoltou membros do Ministério Público. Ela, a MP, fere diretamente a Lei Anticorrupção.

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