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O “centrão” sustenta Eduardo Cunha

O “centrão” é um famigerado monstro de sete cabeças

O ex-deputado federal Eduardo Cunha não reclama da cadeia e tampouco sente falta das regalias que possuía antes de ser preso. Cunha também não precisa do cala à boca que era dado por Joesley Batista, antes do escândalo que envolveu Michel Temer vir à tona.

Preso pela Operação Lava Jato por práticas de crimes de corrupção, Cunha está bem à vontade na cadeia federal em Curitiba, onde descansa entre visitas e leituras cotidianas. Cunha não fará nenhuma delação a menos que seja para entregar seu “chefe”, o Michel Temer.

Nada de delação

É totalmente descartada qualquer delação de Eduardo Cunha que possa comprometer Michel Temer. A questão não é tão complicado de entender.

Temer utiliza das prerrogativas de função para oferecer favores e benefícios em prol de apoio. Nisso ele é obediente e fiel. Deu várias emendas e cargos aos deputados do famigerado “centrão”, uma espécie de monstro de sete cabeças criado por Cunha para derrubar governos. O centrão é uma aliança entre o PP, PR, PSD, PTB, PRB e PSC, criada pelo deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele fosse eleito para a presidência da Câmara, em 2015. A sétima cabeça é o próprio Cunha.

O “centrão” sustenta o seu mentor. É cunha que dirige a Câmara dos Deputados. Não há sequer um voto que não seja coordenado por ele. Por isso permanece tão sereno e impávido feito um pavão na cela federal.

Michel Temer fingir estar pressionado enquanto Cunha disfarça estar constrangido e morto politicamente. Desta forma eles conseguem a manutenção do poder e a aprovação de medidas que colocam o país numa crise ainda mais profunda e complexa.

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