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O STF e a primeira instância: juízes precisam do apoio popular

Juízes da Lava Jato precisam do apoio da sociedade

Os juízes federais de primeira instância que atuam na maior operação de combate ao crime organizado e à corrupção, a Lava Jato, parece que perceberam o movimento da engrenagem política para estancar os efeitos colaterais das prisões decretadas por eles.

Marcelo Bretas e Sérgio Moro, ultimamente, viram suas decisões serem revogadas pelo Supremo Tribunal Federal a partir do acolhimento de pedidos de habeas corpus da defesa dos envolvidos. A primeira instância prende, o STF solta.

O movimento prende e solta encontra amparo na lei que, no meio jurídico, entende como brechas. Entretanto, quando essas brechas são utilizadas para beneficiar réus onde não paira nenhuma sombra de inocência o resultado é a completa desconfia na justiça brasileira.

A opinião pública é quase unânime em afirmar que não acredita mais na classe política e tampouco na Justiça. Isso coloca a democracia em risco.

Nesta semana o juiz Marcelo Bretas que atua na Lava Jato no estado do Rio de Janeiro mandou prender novamente os amigos do ministro Gilmar Mendes. Os empresários Jacob Barata Filho e Lelis Teixeira comandavam a máfia do transporte público urbano no Rio de Janeiro. A disputa por espaço na prestação do serviço rendeu bilionárias propinas ao ex-governador Sérgio Cabral e ao ex-prefeito Eduardo Paes. O esquema era aumentar a tarifa urbana para custear a corrupção.

Os juízes que atuam em primeira instância, principalmente na Lava Jato, precisa do apoio popular para dar continuidade ao serviço.

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