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Palocci vai mandar Lula para cadeia

Sentindo-se abandonado por Lula e afirmando que não pretende “pagar esse pato sozinho”, o ex-ministro Antonio Palocci informou, em conversa com um advogado citado pelo jornal Valor, que ele e o ex-presidente Lula dividiram um terço de propinas pagas durante a criação e montagem, em 2010, da empresa Sete Brasil, criada no governo petista para construir 29 sondas de exploração de petróleo, pela Petrobras, na camada pré-sal. Dessa iniciativa participou também o banqueiro André Esteves, que, investigado na Lava Jato, chegou a ser preso durante a operação que prendeu também o ex-senador Delcídio do Amaral, então líder do governo Dilma Rousseff o Senado.

Palocci demonstra que finalmente caiu a ficha: avaliação dele e de seus atuais advogados é a de que receberá sentença superior à imposta pelo juiz Sergio Moro ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem. Também José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, foi condenado a 21 anos de prisão em apenas um processo.

A previsão do governo Lula era a de que a Sete Brasil, hoje em processo de recuperação judicial, atrairia investimento de US$ 25 bilhões até 2020, sendo que R$ 8 bilhões foram colocados no projeto por fundos de pensão estatais, bancos estatais e privados e empreiteiras, como a Odebrecht e a Queiroz Galvão.

Delação de Palocci

A declaração de Palocci ocorreu durante consulta a um advogado na quarta-feira (19) da semana passada, sobre a possibilidade de fechar acordo de delação premiada. O desejo do ex-ministro foi repassado a procuradores que atuam na Lava-Jato.

Palocci afirma que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, já condenado a mais de 40 anos de prisão sob a acusação de ter desviado mais de R$ 650 milhões da Petrobras, pode confirmar a história que pretende delatar, envolvendo Lula. Duque tenta fechar acordo de delação premiada há quase um ano.

O ex-ministro de Dilma e de Lula, os outros dois terços das propinas do projeto da Sete Brasil eram distribuídos assim: um terço para funcionários e operadores ligados à Petrobras e a parte restante seria destinada a executivos da própria Sete Brasil.

A fonte da informação diz que o ex-ministro ainda não estaria pronto para aceitar o que investigadores chamam de “processo” para se tornar delator: reconhecer e assimilar a condição de réu confesso, apontando meios de provar práticas ilícitas das quais teve participação.

Na carceragem da PF, o ex-ministro conversa com outros réus que fizeram delação , como Marcelo Odebrecht, e acusados que ainda negociam seus acordos, como José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

Um Comentário

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  1. INTERESSANTE, OS ENVOLVIDOS NA CORRUPÇÃO, ALEGA QUE OS QUE DELATORES NÃO TEM DOCUMENTO PARA LHE ACUSAR, PORÉM ESTAS DECLARAÇÕES, SÃO DE FÉ PÚBLICA, VEZ QUE SÃO VOLUNTARIA E VERDADE,, O QUE NÃO ACONTECE, COM AS CONTESTAÇÕES, DOS CORRUPTOS, POIS DIZ QUE NÃO VALE AS DECLARAÇÕES, MAIS NADA APRESENTA, PARA JUSTIFICAR SEUS ERROS. ASS. PEDRO BAIANO, QUE ACREDITA NO QUE ELES FALAM, POIS ESTÁ SEMPRE APRENDENDO DINHEIRO DOS CORRUPTOS

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