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PMDB frita Eduardo Cunha mas ele ainda manda no governo

De dentro da cela Cunha libera as ordens aos seus poucos aliados

O senador Renan Calheiros desmentiu o presidente Michel Temer sobre a declaração de que Eduardo Cunha não estaria influenciando o governo.

Em entrevista ao jornalista Jorge Bastos Moreno, pela CBN, Temer afirmou que o ex-deputado e ex-presidente da Câmara, preso desde outubro, “está distante e as afirmações de Renan não têm sustentação”.

Logo após ser desmentido pelo presidente Temer, Renan voltou a dizer que Cunha “exerce sim influência diretamente de sua cela, em Curitiba”. E completou:

“O governo não pode ficar exposto a isso. O PMDB não concordará que o governo continue a ser influenciado por Eduardo Cunha.”

Após ser usado pelo PMDB para levar adiante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-deputado federal Eduardo Cunha viu o abandono completo por parte de seu partido que o relegou a segundo plano.

Cassado e humilhado, Cunha perdeu o mandato, a residência oficial que morava e ainda teve sua vida completamente devassada pela Polícia Federal aos olhos de seus companheiros de partido.

O presidente Michel Temer e demais aliados do governo não movem sequer um milímetro para conseguir livrar Eduardo Cunha da prisão, onde está desde outubro do ano passado.

EDUARDO CUNHA

Esta semana, Cunha tentou retomar seu cargo de deputado e evitar ser julgado por Sergio Moro.

O clima entre o atual e o ex-presidente Câmara, Rodrigo Maia e Eduardo Cunha, respectivamente, não é dos melhores. Maia criticou a postura do ex-deputado, preso há quase cinco meses, em tentar retomar seu cargo. Ainda segundo Maia, informa a coluna Painel, Cunha tenta se livrar de Sergio Moro.

O filho de César Maia diz ainda que Cunha, mesmo “suspenso em razão de reiterados abusos perpetrados”, nunca teve sua defesa limitada.

Entre as tentativas de Cunha, está a de anular a cassação, já que não lhe foi permitida a votação de uma pena mais branda na Casa. Na ocasião, ele recebeu apenas 10 votos favoráveis contra 450 contrários à sua permanência.

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