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Saiu a “lista suja” de empresas envolvidas com trabalho escravo

O Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, publicou nesta quinta-feira (23) a lista suja do trabalho escravo, suspensa havia mais de dois anos. Inicialmente, o governo havia divulgado cadastro com 85 empregadores, mas em seguida corrigiu o número para 68 empregadores.

Desses, pelo menos 10 (ou 14,7% do total) são empresas do ramo de construção. Uma ação da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) questionou a lista suja no Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2014, dando início ao imbróglio jurídico em torno do tema que se arrasta até hoje.

A lista completa está disponível no site do Ministério do Trabalho: http://www.trabalho.gov.br/component/content/article?id=4428

A lista, que começou a ser publicada em 2003, é considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no Brasil – e, segundo especialistas e instituições que combatem o problema no mundo (como a Organização Internacional do Trabalho), um modelo a ser seguido por outros países.

A partir dela, empresas e bancos públicos podem negar crédito, empréstimos e contratos a fazendeiros e empresários que usam trabalho análogo ao escravo.

A chamada escravidão moderna atinge mais de 45,8 milhões de pessoas no mundo, segundo a edição mais recente do Índice Global de Escravidão, publicada pela Fundação Walk Free, da Austrália, divulgada em junho de 2016.

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