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SBT não tem moral para atacar Bolsonaro. E o rombo do Panamericano?

O rombo no banco Panamericano do Grupo Silvio Santos foi, de acordo com os profissionais que assumiram a instituição, “provocado por má gestão e incompetência”. Esse diagnóstico foi apresentado pela nova equipe que substitui diretores e gerentes anteriores.

A instituição bancária deixou um rombo bilionário de R$ 4 bilhões, sendo a maior parte R$ 1,5 bilhão foi consequência de fraudes e erros grotescos.

O caso Panamericano aos poucos foi sendo esquecido e abandonado pela mídia. Silvio Santos vendeu o controle do banco para outro grupo que teve problemas com a justiça, o BTG Pactual.

Executivos indicados pela Caixa (que tem 49% do capital votante) e pelo FGC, que identificaram mais inconsistências nos números. O buraco não era de R$ 2,5 bilhões. Chegava a R$ 4 bilhões. A única saída para evitar a liquidação do banco era um novo empréstimo. Os principais banqueiros do País aceitaram cobrir o rombo. Mas exigiram a troca do acionista controlador, Silvio Santos.

Relatórios do Banco Central apresentaram detalhes das fraudes realizadas pelo Panamericano, tendo ainda o apresentador Silvio Santos como principal controlador. O documento apontou para um desequilíbrio patrimonial de R$ 2,0786 bilhões no banco e de outros R$ 312,4 milhões na PanAmericano Administradora de Cartões de Crédito Ltda., somando R$ 2,39 bilhões.

Segundo o BC, enquanto o banco de Silvio Santos informava um total de R$ 1,60 bilhão em carteiras de crédito cedidas, os bancos compradores dessas carteiras informavam que esse total era de R$ 5,59 bilhões.

O relatório produzido pelo Banco Central foi encaminhado à Polícia Federal, que abriu um inquérito para investigar supostos crimes financeiros cometidos pelos executivos que estavam no comando do PanAmericano.

Até o momento nada foi para frente e o inquérito ainda está longe de ser concluído.

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