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Sérgio Côrtes, da quadrilha de Cabral, é preso no Rio de Janeiro

O ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes foi preso, na manhã desta terça-feira, suspeito de fraude em licitação e corrupção no governo de Sérgio Cabral. Na Operação Fatura Exposta, desdobramento da Lava Jato, os agentes da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal também prenderam os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita.

Com a participação de cem policiais federais, a ação cumpre ainda 20 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva no Rio, em Mangaratiba e em Rio Bonito. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal do Rio.

Além de ter sido secretário entre 2007 e 2013, Côrtes foi diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Nesta etapa da Lava Jato, a polícia investiga fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o instituto. O esquema foi delatado pelo advogado Cesar Romero, que subsecretário de Côrtes na Secretaria de Estado de Saúde.

Segundo a operação, a empresa Oscar Iskin, da qual o empresário Miguel Iskin é sócio, teria sido favorecida nas licitações. Já Estellita é sócio de Miguel em outros lugares e foi gerente comercial da empresa. Os presos serão indiciados por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A PF aponta ainda desvios na pasta, que podem ter custado ao estado pelo menos R$ 300 milhões anualmente. Além disso, as investigações mostram o pagamento de propina para o esquema comandado por Cabral, que está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó desde novembro do ano passado. De acordo com as investigações, do total da propina, 10% do valores dos contratos ficariam com Cabral e 2% para Côrtes.

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