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Você sabe da história do PROER, a bolsa-banqueiro?

Políticos de vários partidos estão unidos pelas fraudes

O PROER foi uma espécie de bolsa-banqueiro que injetou, na época, R$ 16 bilhões que foram retirados dos cofres do governo e repassados para sete bancos privados. Quem estabeleceu esse tipo de ajuda aos bancos foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Nacional, Econômico, Mercantil, Bamerindus, Banorte, Pontual e Crefisul eram os maiores bancos em operação no país na época do PROER. Todos os sete estavam quebrados e o governo decidiu “salvar” os bancos privados com dinheiro público.

O pior é que três dos sete bancos privados que receberam fortunas do governo, passados 20 anos da data do empréstimo, ainda devem R$ 30 bilhões aos cofres públicos, valores não atualizados.

A maior parte da dívida pertence ao Banco Nacional, da família Magalhães Pinto. O Nacional ainda precisa pagar ao governo R$ 21 bilhões. Outros R$ 7,7 bilhões são devidos pelo Banco Econômico, do banqueiro baiano Ângelo Calmon de Sá. O restante, um valor menor, de R$ 26,3 milhões, é devido ainda pelo banco Crefisul, do empresário Ricardo Mansur, que fora o fundador das extintas redes Mesbla e Mappin (lembra delas, caro leitor?).  Os demais bancos já quitaram suas dívidas com o governo.

Na verdade o PROER somente terá a quitação de tudo que entregou aos bancos privados 33 anos depois. Nacional, Econômico e Crefisul tem mais 13 anos para pagar o que resta de dívida com o governo.

Fraudes com requintes de boa propaganda

Os bancos envolvidos no Proer tiveram, entre o fim dos anos 1980 e o começo dos anos 1990, período em que as fraudes eram cometidas, também, coincidentemente, as mais criativas propagandas televisivas. O Bamerindus atacava com o famoso bordão “O tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa“.  O Nacional tinha Ayrton Senna como garoto propaganda em anúncios que marcaram época. O Econômico teve a famosa propaganda dos três Sacis.

Atualmente o governo tenta fazer operação semelhante para setores que fraudaram a economia através contratos sujos com o poder público. As empresas envolvidas na Lava Jato e as grandes empresas que devem fortunas à Receita Federal estão sendo beneficiadas pelo REFIS que perdoará bilhões em impostos devidos.

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